Falta de transparência e ética levam a boicote de marcas em crise de reputação

Valores como transparência é ética são essenciais para a reputação das marcas. São pilares da legitimidade e sustentam a percepção do público sobre empresas e instituições públicas e privadas. Nas crises de imagem e reputação eles caem por terra, e o preço pago é alto pelas companhias.

Foi o que aconteceu agora com a marca da JBS, depois que os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da holding J&F, protagonizaram a maior delação da Lava Jato e saíram ilesos e anistiados de qualquer punição. Além das críticas com os termos do acordo, cresce também o boicote aos produtos fabricados pelo grupo.

A rede de pizzas Domino´s anunciou que não utilizará mais produtos da JBS. “Prezamos muito a transparência e ética com todos os apaixonados por Domino´s e compartilhamos do mesmo sentimento de revolta quando estes valores não são levados em consideração”, afirmou a empresa em comunicado publicado nas redes sociais. A JBS fornecia frango em tiras e desfiado para a Domino´s Pizza há dois anos. Uma das churrascarias mais famosas de Curitiba, Devons Steak House, também anunciou o boicote às carnes da JBS por meio de uma faixa colocada na fachada do estabelecimento.

Prejuízo similar também atingiu a United Airlines, que perdeu milhões de dólares após ter retirado um passageiro à força de dentro do avião. Na manhã seguinte ao episódio, os papéis da empresa tiveram queda de mais de 4%, significando um prejuízo de cerca de US$ 830 milhões de dólares.

Na avaliação do especialista em Gestão de Crise, João José Forni, na era de redes sociais não há reputação que resista a um ataque viral, como ocorre com empresas que passam por crises de imagem. Ele cita o CEO da WorldWrite Communications, Paulo Furiga, falando a propósito da repercussão nas redes sociais do incidente da companhia aérea: “Neste século, cada passageiro descontente é um editor potencial. As companhias aéreas têm que adaptar suas políticas e práticas de mídia social, isso significa ser proativo nas mídias sociais quando algo der errado”.

Forni lembra que a United levou 18 horas para se pronunciar sobre a crise. Certamente, levará muito mais tempo para recuperar os dados à sua reputação. Sem a certeza de que conseguirá.

 

Whatsapp deixará de funcionar em celulares emblemáticos

A partir do dia 30 de junho, o Whatsapp deixará de funcionar e impedirá que o aplicativo seja baixado em algumas linhas de celulares antigas e emblemáticas. Lembra daquele queridinho chamado Blackberry? Pois é, tanto o BlackBerry OS quanto o BlackBerry 10 estão se despedindo do aplicativo, assim como os modelos S40 e S60 da Nokia. A notícia é triste, mas a empresa já havia avisado, no ano passado, que deixaria de funcionar em alguns aparelhos antigos. Infelizmente, a única alternativa para continuar utilizando a plataforma de mensagens para esses usuários será comprar um aparelho mais novo e migrar as conversas por email.

 

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